Hoje foi um dia meio corrido para mim, cheio de afazeres. Porém, houve um tempo para ir conferir o que estava rolando em mais uma edição do FLISOL DF, ou seja, Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre. Cheguei meio tarde, exatamente às 15 horas, porém ainda houve tempo para ver duas das palestras que estavam ocorrendo por lá.

A primeira palestra que acompanhei foi de Eustáquio Mendes Guimarães com o tema “Distro Ubuntu – O que está nas notas de rodapé…”. O palestrante iniciou a palestra com uma coleção de slides já bem conhecidos por mim, pois foram utilizados no FISL no Segundo Encontro Nacional do Ubuntu-br. Estes slides mostram a história do Ubuntu, da Canonical e do Mark Shuttleworth, o nome das versões do Ubuntu, derivações e principais características.

Além disto, são demonstradas algumas aplicações interessantes do Ubuntu, como o sistema de boot Upstart (inicialização em 10 a 20 segundos) e o Orca, que é um sistema de acessibilidade para deficientes visuais.

Outro ponto da palestra foi a demonstração de algumas novas aplicações do Ubuntu Feisty Fawn, como o novo assistente de migração de usuários Microsoft Windows para o Ubuntu, que realiza a cópia de ítens como o papel de parede do usuário, avatar, favoritos, dentre outros.

A utilização do Automatix para a instalação de aplicações de acordo com o perfil do usuário. Porém, o recurso que mais me chamou a atenção e que eu não tinha reparado era o novo recurso do shell, em que você digita um comando e ele lhe diz em que pacotes existe algo parecido, mesmo que estes pacotes não estejam instalados!

Depois desta palestra, já corri para a próxima, que seria com um cara conhecido, Clayton Lobato. O tema de sua palestra é “Conectividade, segurança e kernel”. Algo bem genérico mesmo.

Apesar do atraso inicial, em decorrência da demora da palestra anterior, Clayton começou mostrando alguns conceitos importantes, como a abstração da máquina através de níveis: Aplicação, kernel e hardware.

O palestrante quis chamar a atenção ao costume comum entre as pessoas. Compilar kernéis. Porém, qual a real necessidade disso? Sendo assim, antes de iniciar a compilação ou recompilação de um, é necessário se perguntar, por que compilar o kernel? E se for compilá-lo, ele será monolítico ou modular? Se for modular, tenha em mente que o tempo e complexidade para acesso aos recursos serão mais complexos. Se for monolítico, o tempo e as instruções serão mais simples. A utilização de um ou do outro depende exclusivamente da primeira pergunta.

Clayton diz muito que um dos ambientes ideais é a utilização de um squid e iptables simples com um kernel personalizado, utilizando ferramentas dele mesmo para minimizar o trabalho das outras ferramentas. Ferramentas simples, como os comandos ip, arp e route podem fazer muito do trabalho que é realizado hoje com estas aplicações. Mas por que colocar estas atividades no kernel? Simplesmente porque evita o acesso a mais um nível, mantendo apenas o processamento entre o kernel e o hardware.

Houve no final da palestra um pequeno sorteio que, como de costume, não ganhei nada :P . Porém, logo após, tive que ir embora, exatamente no momento iria ocorrer o encerramento do evento.

Devo deixar registradas algumas impressões que obtive sobre o evento:

  • Pouquíssima divulgação – quase não fiquei sabendo do evento! Fiquei sabendo nesta semana, na quinta-feira. Sendo que mesmo na frente do local do evento não vi nenhuma faixa ou sequer alguma movimentação que pudesse denunciar a localização.
  • Falta de controle dos participantes – não realizei inscrição e nem vi nenhum local que pudesse realizar. Cheguei ao local sem nem ao menos saber para onde ir.

Confesso que não pude reparar no pouco tempo que estive por lá se realmente os objetivos do evento estavam sendo realizados, que é a instalação de soluções livres em computadores e o bate-papo para tirar dúvidas com usuários. Mesmo assim, não vi ninguém carregando computadores ou muitas conversas nos corredores sobre dúvidas corriqueiras.

Porém, por mais que se fale que houve pontos negativos, tenho que admirar iniciativas como estas, que fazem a filosofia Livre valer mais que qualquer tecnologia por lá citada. O importante não é apenas aprender, é compartilhar! Parabéns à organização do evento! Como ao Eriberto e ao Instituto Superior Fátima, que deram um ótimo apoio ao evento.

Não pude contribuir desta vez, porém espero que nas próximas edições tenha um tempinho para ajudar a galera por lá!

Vou ficando por aqui. Depois volto para postar um conteúdo muito interessante que aprendi estes dias. :) Até a próxima! :D